Unhas Fracas: O Que os Estudos Dizem de Verdade
Equipe Integrativa · 2026-08-15 · 6 min de leitura
Unhas fracas, que descamam, quebram ou se dividem em camadas, atingem cerca de 20% da população adulta, e são mais comuns em mulheres depois dos 50 anos. O que os estudos dizem é direto: a maior parte dos casos tem causa externa (contato com água, sabão, esmaltes e removedores) ou nutricional, e não uma doença grave. Quando há deficiência confirmada de ferro, biotina ou zinco, corrigir o nutriente pode melhorar a unha em 8 a 12 semanas, mas suplementar sem carência raramente muda alguma coisa. Antes de comprar qualquer coisa, vale entender o mecanismo.
Por que as unhas ficam fracas depois dos 40?
A unha é feita de queratina, uma proteína que cresce cerca de 3 milímetros por mês nas mãos, ou seja, uma unha nova leva de 4 a 6 meses para se renovar por completo. Depois dos 40 anos, essa velocidade cai, e a lâmina fica mais fina e menos hidratada.
Alguns fatores pesam bastante nessa idade:
- Queda de estrogênio na perimenopausa e menopausa, que reduz a retenção de água na queratina.
- Menor absorção de nutrientes, comum a partir dos 50 anos.
- Uso frequente de água quente, detergentes e acetona, que ressecam a lâmina.
- Anemia por deficiência de ferro, presente em cerca de 1 em cada 5 mulheres em idade fértil.
Ou seja, unha fraca aos 45 raramente tem uma causa só. Costuma ser a soma de hormônio, rotina e alimentação ao longo de meses.
O que a ciência diz sobre biotina para unhas?
A biotina (vitamina B7) é o suplemento mais associado a unhas, e aqui é preciso honestidade. Os estudos mais citados são pequenos, de 1989 e da década seguinte, com poucas dezenas de participantes, mostrando que doses de 2,5 mg por dia melhoraram a espessura da unha em parte das pessoas com unhas quebradiças.
O problema: esses resultados aparecem principalmente em quem já tinha algum grau de carência. A recomendação de ingestão de biotina é de apenas 30 mcg por dia para adultos, e a deficiência é rara em quem se alimenta razoavelmente. Segundo o ODS do NIH, não há prova sólida de que megadoses de biotina ajudem unhas saudáveis. Um detalhe prático: biotina em excesso pode alterar exames de tireoide e de coração, então avise seu médico se usar.
Quais nutrientes realmente influenciam as unhas?
Mais do que um único ingrediente milagroso, o que aparece nos estudos é um conjunto de nutrientes ligados à formação da queratina e da matriz da unha:
- Ferro: sua falta é uma das causas mais documentadas de unhas frágeis e em formato de colher. A recomendação é de 18 mg por dia para mulheres de 19 a 50 anos.
- Zinco: participa da síntese proteica; a referência é de 8 mg por dia para mulheres adultas, segundo o ODS do NIH sobre zinco.
- Proteína e aminoácidos: sem matéria-prima, não há queratina. A meta gira em torno de 0,8 a 1,2 g de proteína por quilo de peso ao dia.
- Vitamina C: essencial para o colágeno da matriz, com referência de 75 mg diários para mulheres.
Se quiser se aprofundar em como esses nutrientes atuam juntos, vale ler nosso guia sobre vitaminas para pele, cabelo e unhas.
Colágeno ajuda nas unhas ou é só marketing?
O colágeno virou febre, então é justo perguntar. As unhas em si são feitas de queratina, não de colágeno. Mas o colágeno participa da matriz e do leito onde a unha se forma, o que explica o interesse dos estudos.
Existem trabalhos, ainda pequenos, com peptídeos de colágeno em doses próximas de 2,5 g por dia, que relataram menor quebra e crescimento mais rápido depois de 24 semanas de uso contínuo. É um resultado promissor, não uma garantia. Repare no prazo: quase 6 meses de constância, justamente o tempo de uma unha se renovar.
Por isso, ativos de beleza como os do Plena Max fazem mais sentido quando pensados como parte de uma rotina de meses, e não como solução para a próxima semana. O produto sustenta a matéria-prima; quem constrói o resultado é a constância.
Em quanto tempo a unha melhora com uma boa rotina?
Aqui a biologia manda, e ela não tem pressa. Como a unha da mão cresce cerca de 3 mm por mês, qualquer mudança real na lâmina só aparece na ponta depois de algumas semanas.
Uma expectativa realista:
- Semanas 1 a 4: quase nada visível; a mudança está acontecendo na base.
- Semanas 6 a 8: a parte nova, mais forte, começa a surgir junto à cutícula.
- Semanas 12 a 24: a unha renovada domina a lâmina, e a diferença fica clara.
Se em 12 semanas de rotina consistente não houver nenhuma melhora, e ainda houver queda de cabelo, cansaço ou palidez, procure avaliação médica. Pode ser deficiência de ferro ou questão de tireoide, situações que exigem exame e não se resolvem com suplemento por conta própria.
O que fazer no dia a dia para fortalecer as unhas?
Antes de comprar qualquer cápsula, os hábitos resolvem boa parte dos casos. O que aparece de forma consistente:
- Use luvas ao lavar louça ou limpar a casa; o contato repetido com água e detergente é o maior vilão.
- Reduza acetona e removedores agressivos para no máximo 1 vez por semana.
- Hidrate cutícula e unha diariamente, de preferência à noite.
- Mantenha o prato colorido, com proteína, ferro e vitamina C, seguindo o padrão de alimentação saudável da OMS.
- Não lixe a superfície da unha nem empurre a cutícula com força.
Suplementos entram como apoio quando a alimentação não fecha a conta ou há necessidade individual, nunca como substituto do prato. Prefira produtos autorizados; você pode conferir a regularidade na Anvisa. E se você está na faixa dos 40 e 50, nosso guia de suplementos para mulheres acima de 40 ajuda a priorizar.
Resumindo o que os estudos dizem
A evidência aponta que unhas fracas quase sempre vêm de uma combinação: agressões externas, queda hormonal depois dos 40 e, às vezes, carência real de ferro, zinco ou proteína. Suplementos como biotina e colágeno mostram algum benefício em prazos de 12 a 24 semanas, principalmente em quem tinha deficiência ou unhas já quebradiças, e não fazem milagre em unhas saudáveis.
O que muda o jogo é o sistema: proteger a unha da água e da acetona, comer bem todos os dias e dar tempo à biologia de 4 a 6 meses. Se você tem doença crônica, usa medicamentos, está grávida ou suspeita de deficiência, converse com médico ou nutricionista antes de suplementar. O produto é coadjuvante; a constância é a protagonista.